segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Evolução da Família na Vida !



Hoje assistimos ao impacto da Terceira Onda de maré da história, a Primeira Onda foi lançada pela revolução agrícola em torno de 10.000 AC, onde a humanidade passar a ser sedentária e valorizar a propriedade da terra, a Segunda Onda foi lançada pela revolução industrial século XVII DC, onde o meio de produção e o capital passam a ser valorizados pela humanidade.
A Terceira Onda está criando uma nova civilização em nosso meio com seus próprios empregos, estilos de vida, ética de trabalho, atitudes sexuais, conceitos de vida, suas próprias estruturas econômicas e convicções políticas. Podemos efetuar uma transição pacífica para uma sociedade, mais ajuizada, mais sábia e mais democrática. O que dependerá da sábia utilização de nosso livre arbítrio, o que neste contesto os valores e a ética têm muito a contribuir para a sociedade.
Um dos pontos analisados é a família:
Na Primeira Onda o marido procurava uma esposa, e perguntava: “A minha futura mulher é trabalhadeira? Uma boa curandeira? Boa mestra para as crianças que virão? Poderemos trabalhar juntos compativelmente? Carregará uma boa carga ou provará que sabe esquivar-se a isso?” As famílias camponesas realmente perguntavam: “Ela é forte, boa em se curvar e se erguer, ou é doentia e fraca ?
Quando as funções da família foram reunidas durante a era da Segunda Onda. A família não era mais uma combinação de equipe de produção, escola, hospital de campo e casa de saúde, tudo se resolvia na Casa Grande. Em vez disso, suas funções psicológicas tonaram-se mais importantes. O casamento subentendia-se, devia fornecer companheirismo, sexo, calor e apoio. Em breve, esta mudança nas funções da família se refletia nos novos critérios para escolher uma companheira ou companheiro. Eram resumidos na palavra única amor. Era o amor, assegurava-nos a cultura popular, que fazia o mundo girar.
Este tipo de família tonou-se padrão, modelo socialmente aprovado, por que sua estrutura se adaptava perfeitamente às necessidades de uma sociedade de produção em massa, com valores e estilos de vida amplamente partilhados, poder hierárquico e burocrático e uma clara separação da vida doméstica, e da vida no mercado de trabalho.
O modelo, um marido que ganha o pão, uma mulher dona-de-casa e um certo número de filhos. Foi esta forma particular de família — a família nuclear - - que a civilização da Segunda Onda idealizou, tonou dominante e espalhou ao redor do mundo.
A crise atual da família veio a ser vista sobre uma luz mais sensata, não como o resultado de preguiça individual ou fracasso moral, mas como forças gigantescas fora de controle do indivíduo. A má distribuição da riqueza, o investimento míope, a especulação descontrolada, normas comerciais estúpidas, governo inepto estas coisas, não a fraqueza pessoal que causa a crise. Os sentimentos de culpa eram, na maioria dos casos, ingenuamente inadequados.
Com efeito a ruptura familiar atual é, de fato, parte da crise geral do industrialismo, ou seja a ruína de todas as instituições criadas pela Segunda Onda. É parte do desbravamento para uma nova sociosfera da Terceira Onda. E é este processo traumático, refletido em nossas vidas pessoais, que está alterando o sistema familiar até a um ponto de irreconhecimento.
O que estamos presenciando não é a morte da família como tal, mas a ruptura do sistema familiar da Segunda Onda. Estamos saindo da idade da família nuclear e entrando numa nova sociedade marcada por diversidade na vida familiar
O aspecto mais característico do casamento no futuro será precisamente a série de opções disponíveis para as diferentes pessoas que desejam coisas diferentes de suas relações uns com os outros.
O sistema familiar está se tornando desmassificado, juntamente com o sistema de produção e o sistema de informação na sociedade. Não haverá uma única forma de família, o sistema emergente irá liberar cada um de nós para encontrar o seu próprio nicho, para escolher ou criar um estilo de família ou trajetória harmonizada com as necessidades individualizadas.
Texto copiado, modificado e adaptado do livro: A Terceira onda de Alvin Toffler. 9ª Edição de 1980.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ciclo do semeador de raízes. ( Na Vida ! )


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Concebe no desejo
Fecunda no útero
Semeia na infância
Cultiva, aduba... Brota
Germina na adolescência
Floresce na juventude
Frutifica na plenitude
Ceifa, colhe
...Parece que morre
Alimenta, nutre
Fortalece, reinicia o ciclo
Concebe, fecunda e nasce de novo...
Reinicia o ciclo do semeador de raízes.
Palavras são sementes que dançam para você.
Se vão germinar e enraizar... Isso, é com você.
Quanto a mim, semeio raízes.


"A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva,
depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga.
E quando o fruto já está maduro, logo
se lhe mete a foice, porque é
chegada a ceifa."
Marcos 4:28, 29.


Texto do livro:
CICLOS: de vida ou de morte, em qual deles sua família está?
Por: Alexandra Guerra.
Blog: alexaguerra.blogspot.com
 
 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Milho de Pipoca da Vida !


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Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, MEDO, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: VAI MORRER !
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM !
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.

Por: Rubens Alves
 
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Vida Retribui e Transfere !


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A vida é como...
...jogar uma bola na parede.
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca,
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força:
Por isso, nunca “jogue uma bola na vida,”
de forma que não esteja pronto para recebê-la .
A vida não dá nem empresta;
Não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é
Retribuir e transferir...
...aquilo que nós lhe oferecemos !
Por: - Albert Einstein –


De: Roberto CremaEscritor e Vice-Reitor da:
Universidade Holística da Paz.
Site consultado: Gaian Institute ( Brasil )
 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Encerrando os Ciclos da Vida !


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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas, que precisamos viver...

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa, é deixar, no passado, os momentos da vida que já se acabaram...

Você pode passar muito tempo se perguntando, por que isso aconteceu. Pode dizer, para si mesmo, que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram, certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó...

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: sua parceira, seu parceiro, seus amigos, seus familiares, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado...

Ninguém pode estar, ao mesmo tempo, no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará...

Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem, noite e dia, uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor possibilidade de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos, é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem...

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e, o desfazer-se de certas lembranças, significa, também, abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora, soltar, desprender-se...

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor...

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará, apenas, envenenando e nada mais...

Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque, simplesmente, aquilo já não se encaixa mais na sua vida...
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é...

Por: Paulo Coelho
Tema Original de: EDSON DE PIRACICABA
Seleção de Imagens: .::MATIZ::. Niterói-RJ.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A minha próxima vida !

 
Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí viro um bebê inocente até nascer.
Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois - Voilà! - desapareço num orgasmo.
 
Por: Woody Allen
 
 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desertificação da Vida !


Você já parou para pensar porque os desertos existem? É possível recuperá-los? E sobre a vida, você tem pensado nela? Quer saber como viver em abundância e feliz? Pois saiba que muita gente conhece as duas realidades, mas poucos fazem algo de positivo para interagir e tornar o mundo melhor.
A definição de deserto é “região despovoada e árida; lugar solitário”. Já para a palavra vida há muitas definições. No entanto, o dicionário nos revela que “a vida é o tempo decorrido entre o nascimento e a morte”. Donde, podemos depreender que o deserto é um espaço físico; um lugar, já a vida é um acontecimento, ou melhor, somatórios de pequenas ocorrências. Tanto o deserto quanto a vida são resultados de nossas atitudes.
Muitos desertos surgiram pela ação desastrosa do homem. Por outro lado, alguns foram recuperados graças à nossa exemplar atuação. Recentemente, estive sobrevoando a cidade de Las Vegas e pude perceber o quanto ousado foi o homem em criar um verdadeiro oásis onde não havia nenhuma vida humana. Há outros casos análogos em várias partes do planeta como em algumas regiões do Oriente Médio.
Não precisamos ir muito longe para perceber que as pessoas buscam felicidade. Porém, parece que a única forma de obtê-la e ser ligeiro e ganhar muito dinheiro. Daí, se você pára na esquina de uma grande avenida, a exemplo, da Paulista em São Paulo ou Rio Branco no Rio de Janeiro, poderá facilmente notar o ritmo frenético da vida.
As pessoas andam rápido, umas falando ao celular outras olhando para o relógio e algumas correndo para encontrar um táxi ou não chegar atrasado ao compromisso. Se você passa em frete a um restaurante do tipo fast-food irá perceber as pessoas engolindo o alimento sem sequer olhar para os lados.
Hoje já não se cumprimenta mais como antes, já não existe mais tempo para o próximo, as boas maneiras foram esquecidas. Pedir licença pode ser uma enorme perda de tempo, daí, muitos optam por empurrar. Dizer muito obrigado parece desnecessário, afinal de contas a vida é muito prática e ninguém vai notar se eu não agradecer. Reconhecimento então, nem pensar.
O que dizer então de encontrar tempo livre para conversar com os filhos que ficaram a maior parte do dia longe da família? Com a esposa que tem que se desdobrar para manter a rotina da casa e do trabalho? Das amizades antigas e do telefonema para aqueles parentes distantes que só os encontramos na morte do ente querido?
Talvez tão ou mais importante que a direção que desejam tomar, seja a forma como as pessoas estão guiando as suas vidas. Não podemos esquecer que o deserto é um local e a vida acontecimentos. Estaria a busca incessante pelo paraíso criando imensos desertos no interior das pessoas? Estaríamos transformando as nossas cidades em grandes desertos de relacionamento? Será esse mesmo o tipo de vida que buscamos e desejamos aos nossos filhos?
Pense nisso !

Por: Evaldo Costa